Dicas

ATENÇÃO AMIGOS REFLORESTADORES!

 

Antes de iniciar o seu projeto de reflorestamento, é muito importante que faça uma boa coleta de solo para análise, como se trata de espécies arboréas que tem um sitema radicular profundo, as amostras devem ser tiradas em duas profundidades: de 0 a 20cm e de 20 a 50cm, não esqueçendo de separar uma amostra da outra, é importante que as amostras sejam colhidas em toda área, usando sitema de ZIG-ZAG,  aproximadamente 10m uma da outra, depois de retiradas diversas amostras de pontos diferentes, misture tudo e retire umas 500 gramas de cada para exame, etiquete a de 0 a 20cm e também a de 20 a 50cm.

A partir desses procedimentos, efetua-se as seguintes ações:

 

1) Planejamento - no planejamento, definem-se as vias de acesso e o dimensionamento e o posicionamento dos talhões. Essas ações facilitarão as operações de plantio, os tratos culturais, as operações de proteção, principalmente controle de fogo, e de retirada da madeira. O dimensionamento e o posicionamento dos talhões são de importância estratégica, pois afetam diretamente nas operações de exploração (derrubada e retirada da madeira) que representam mais de 30% do custo da madeira colocada no pátio da fabrica. 

 

 2) Vias de acesso e dimensionamento dos talhões - na construção das vias de acesso, deve ser considerada a distância máxima do arraste ou transporte da madeira no interior da floresta que, por razões técnicas e econômicas, deve ser de, no máximo, 150 m. Assim, os talhões devem ser dimensionados com, no máximo, 300 m de largura e comprimento entre 500 m e l.000 m. O tamanho do talhão tem implicação direta na efetividade das operações de proteção da floresta contra incêndios. Portanto, especialmente em áreas declivosas, os talhões deverão ser menores do que em áreas planas. 

 

 3) Aceiros - os aceiros têm a função de separar os talhões, de servir de ligação às estradas de escoamento da produção e de conter o avanço dos incêndios florestais, especialmente os fogos rasteiros. Os aceiros podem ter largura de 4 - 5 m entre talhões internos e até de 15 m quando ao longo das divisas de propriedades. A cada 4 ou 5 talhões contíguos, recomenda-se estabelecer um aceiro com 10 m de largura. E´ desejável que os aceiros sejam carroçáveis em aproximadamente 60 % da sua largura. A área total ocupada pelos aceiros, considerando áreas planas ou suavemente onduladas, deve ser de 5% da área útil. 

 

4) Limpeza - as operações que compõem a fase de limpeza da área para plantio são a derrubada, a remoção e o enleiramento da vegetação e dos resíduos da exploração. Recomenda-se retirar da área apenas o material lenhoso aproveitável, como a lenha e a madeira para usos diversos. O restante do material lenhoso, considerado como resíduo da exploração, deve permanecer no campo como reserva de nutrientes para as plantas. Dependendo da quantidade da vegetação a ser retirada e da topografia da área, pode-se utilizar equipamentos pesados como correntão (indicado para áreas de capoeira e cerradões), lâmina frontal empurradeira ou cortadeira. Esta última é mais indicada pois causa menor movimentação de terra. 

 5) Preparo de solo - o preparo do solo para o plantio da floresta requer cuidados especiais, visto que dela, também, dependerá o resultado econômico da atividade. O principal objetivo do preparo do solo é proporcionar condições adequadas ao estabelecimento das mudas no campo. As atividades necessárias nesse processo incluem o controle de ervas daninhas, o melhoramento das condições físicas do solo (descompactação do solo) e o manejo de resíduos (folhas e galhos) para que não prejudiquem a mecanização. Estes resíduos são importantes e precisam ser mantidos como matéria orgânica na área, onde atuam na ciclagem e na disponibilização de nutrientes às plantas. 

 

6) Plantio - a operação de plantio deve ser realizada observando-se alguns aspectos importantes, definidos previamente, com destaque para o espaçamento entre plantas, as operações de manejo previstas, os tratos culturais e a adubação das mudas. 

 

7) operações do manejo - a produtividade da floresta plantada depende de fatores como a qualidade genética da semente utilizada, da capacidade produtiva do sítio e do manejo praticado. Entre as práticas de manejo, as de maior impacto na produtividade da floresta plantada são: 

 Aplicação de adubos e controle de pragas e de ervas daninhas, visando ao melhoramento das condições ambientais; 

 Desbastes, visando à redução da densidade populacional e disponibilização de mais luz, nutrientes e água às plantas; 

Poda, visando ao aprimoramento da qualidade das árvores.